Efemérides


A Páscoa

Celebra-se neste Domingo [05.04.2026] a Páscoa, comemoração religiosa central da fé cristã, que marca a ressurreição de Jesus Cristo, precedida pela Semana Santa. Dia de missas intensas, esperança e reconciliação nas comunidades católicas, com o domingo de Páscoa encerra-se a Semana Santa, na qual a igreja recorda os acontecimentos que antecederam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Estabelecido no Primeiro Concílio de Niceia, em 325, por meio desse evento, determinou-se que o equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e as fases da Lua determinariam o dia da Páscoa. Trata-se de uma data importante no calendário litúrgico do cristianismo, porque atesta para os fiéis do cristianismo, o caráter divino de Jesus e confirma a mensagem trazida pelos Evangelhos. A Páscoa cristã deriva de elementos da tradição judaica, conhecida como pessach. Esse termo hebraico significa “a travessia” ou “passagem” e, tradicionalmente, designa o momento em que o povo hebreu, guiado por Moisés, saiu da escravidão no Egito e atravessou o mar Vermelho em direção à Terra Prometida. Sendo assim, a Páscoa possui outra conotação para os judeus em comparação com a celebração cristã. Este ano, Angola recebe em Abril a visita do Papa Leão XIV, acontecimento visto como um marco histórico de grande impacto espiritual e social, promotor de mensagens de paz, esperança e reconciliação. A presença do Sumo Pontífice, que será recebido como um "mensageiro de paz", fortalece a fé católica, estimula a diplomacia internacional do país e mobiliza os fiéis, contribuindo deste modo para o conforto das famílias e para estimular a coesão social.


Dia da Paz e da Reconciliação Nacional

Angola celebra este sábado [04.04.2026] o seu 24º aniversário da Paz e Reconciliação Nacional. A 4 de Abril de 2002, os angolanos decidiram pôr fim a uma longa guerra civil que havia perdurado de 1975 a 2002. Neste periodo, milhares de vidas humanas foram ceifadas e a destruição do País foi indisfarçável, ríspida e dura. Mas, em 2002, foram assinados os acordos de paz entre o Governo do MPLA e a UNITA, as duas formações políticas que mais influências tinham e continuam a ter no País. Após ter vivido décadas da sua história em guerra – de 1961 a 1974 contra o poder colonial português e a partir de 1975 uma guerra fratricida -, os angolanos lograram em 2002 o calar das armas e o início de um processo de reconciliação nacional, buscando incessantemente a consolidação da paz, do desenvolvimento e da reconstrução nacional. Muitos avanços foram dados, mas o caminho é ainda longo. A aposta do Executivo tem passado pelo alcance do bem-estar geral e a salvaguarda da dignidade da pessoa humana. Devido ao engajamento do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, para a pacificação no continente, o dia 4 de Abril de 2002, é considerado o segundo maior ganho do País depois da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, É neste contexto, que os anglanos e todos aqueles que escolheram viver no país são incentivados à preservação deste ganho, que perpassa ideologias e cores partidárias, crenças religiosas, género e origem. Este ano, Angola celebra o dia da Paz e da Reconciliação Nacional com uma Conferência Internacional que se realiza sob o lema “Pelo Desenvolvimento Económico e Bem-Estar dos Angolanos, Juntos de Mãos Dadas”.


Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos

Assinala-se esta quarta-feira [25.03.2026] o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos, criado pelas Nações Unidas em 17 de dezembro de 2007. O objectivo desse dia é homenagear e lembrar todos que padeceram por conta da escravidão e consciencializar o mundo sobre a importância de combater o racismo e qualquer tipo de discriminação racial. As Nações Unidas estimam que mais de 15 milhões de pessoas tenham sido vítimas do tráfico transatlântico de escravos ao longo de mais de 400 anos. Pretende-se com esta data que haja mais união contra o racismo e pela construção da vida com liberdade, dignidade e direitos humanos. Este dia foi criado através da resolução 62/102 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 17 de dezembro de 2007. O tráfico de escravos foi um fenómeno caracterizado por tráfico de seres humanos em massa sem precedentes, transacções económicas e violações dos direitos humanos. As histórias daqueles que foram arrancados das suas pátrias e famílias, daqueles que lutaram contra os seus opressores, daqueles que triunfaram contra todas as probabilidades para conquistar a sua liberdade, não podem ficar esquecidas. A data é reforçada em Angola como uma necessidade de cura histórica e combate ao racismo, destacando o papel central do país como maior fornecedor de escravos para as Américas, num processo de reflexão sobre as cicatrizes que permanecem até hoje. A efeméride pretende ainda combater o silêncio sobre a "pior violação dos direitos humanos da história", relembrando as histórias, humanizando-as, e chamando também a atenção para o combate ao racismo e ao preconceito.


Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações Graves dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas

Assinala-se esta terça-feira [24.03.2026] o dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações Graves dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010, com o objectivo de homenagear o Arcebispo Óscar Arnulfo Romero, assassinado em Março de 1980, defensor dos direitos humanos. Uma efeméride cujo objectivo é reconhecer a importância do direito à verdade, memória e justiça, além de homenagear aqueles que dedicaram ou perderam suas vidas na protecção dos direitos fundamentais. A verdade, neste contexto, é um dos pilares fundamentais das sociedades justas e democráticas, pois permite que as vítimas e as suas famílias tenham acesso à justiça, à reparação e ao reconhecimento da sua dignidade. No âmbito da educação para os direitos humanos e da promoção da cidadania activa, várias escolas no mundo assinalam este dia com iniciativas que mobilizam alunos, professores e comunidades educativas, reafirmando o compromisso da escola com a memória, a justiça e os direitos humanos. Actualmente nas escolas, as crianças são desafiadas a explorar temas como a memória histórica, a justiça, a reparação e o respeito pela dignidade humana, sempre em articulação com os conteúdos curriculares e os desafios do mundo atual. Trata-se por isso, de uma oportunidade para reforçar o papel da escola como espaço de promoção da paz, da verdade e da responsabilização. Sem memória, não há futuro, e sem verdade, não há justiça.